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Alunos testam no rio embarcações construídas com garrafas PET PDF Imprimir E-mail

Na aula de Física do curso de Ensino Médio Técnico em Recursos Pesqueiros do Câmpus Itajaí, os alunos foram desafiados a construir embarcações que tivessem capacidade para até dois tripulantes utilizando apenas garrafas PET e materiais reciclados. Para garantir que a embarcação flutuasse, eles tiveram que fazer uma série de cálculos e colocar em prática tudo o que aprenderam nas aulas sobre densidade e empuxo. Os seis barcos foram testados no rio Itajaí-açu nesta quarta-feira (20) e, como a Física e os cálculos da densidade já haviam previsto, todos funcionaram. “Ao longo do projeto, nós observamos que os alunos estavam muito motivados. Em sala de aula eu já consegui perceber que os alunos conseguiram entender melhor o assunto porque relacionaram aquilo que eles veem na teoria com algo prático”, observa o professor de Física do Câmpus Itajaí Anaximandro Merísio.



A atividade envolveu também as disciplinas de Português, Artes, Geografia, Química e Oceanografia. O que exigiu que os alunos estudassem a densidade da água do rio Itajaí-açu, a forma como o ar seria comprimido nas garrafas e o impacto do plástico no meio ambiente. “Na disciplina de Oceanografia, eles trabalharam a questão dos giros oceânicos, que são correntes marítimas formadas pela ação de rotação da Terra. A ação desses giros formam grandes concentrações de lixos plásticos nos oceanos”, explica o professor de Oceanografia Rodrigo Cavaleri.

 



Cada grupo escolheu um giro oceânico diferente e de acordo com a região onde ele atua tentou construir a embarcação levando em consideração as características dos barcos nesses lugares. O grupo responsável por estudar o giro oceânico do Pacífico Norte pensou em um barco estilo havaiano. O Bicibarco Hawaii foi construído com 70 garrafas PET de 2L e outras 64 garrafas de 350 ml, barras de ferro e chapas, todos materiais que seriam descartados, foi ainda acoplada uma bicicleta ao barco.


A embarcação Toni foi inspirada no design das caravelas portuguesas do século XVI. Ela foi construída com 300 garrafas PET e 40 bambus. “A maior dificuldade que nós encontramos no rio foi a de velejar porque requer muito equilíbrio e um intenso trabalho em equipe. Queremos melhorar a quilha do barco para distribuir melhor o peso. Foi uma grande experiência”, explica a aluna Maria Fernanda Batista.



A embarcação canoa polinésia, construída com 195 garrafas PET, conseguiu ser a mais rápida dentre s seis barcos em uma disputa realizada no rio. O peso da canoa e o seu design foram fundamentais para garantir a eficiência. “Entre os diferenciais do nosso barco é que ele tem o molde de uma canoa, fizemos também remos com bambus e garrafas PET”, explica a aluna Sttefany Luciano.



Além dos alunos, a atividade interdisciplinar envolveu também muitos pais. Roberta Silva, mãe do aluno Bernardo Fischer da equipe do trimarã, fez questão de acompanhar os testes com os barcos na água. “Quando o Bernardo chegou em casa e disse que eles teriam que construir um barco feito com garrafa PET eu fiquei muito surpresa. Todas as famílias ajudaram a juntar as garrafas e a buscar os bambus. Fiquei muito ansiosa para ver os barcos na água e muito orgulhosa com o trabalho que eles fizeram.”


Por Beatrice Gonçalves / Jornalismo IFSC

 

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