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Projeto faz adaptação do boi de mamão e cria a tartaruga de mamão para trabalhar consciência ambiental PDF Imprimir E-mail

O boi de mamão é uma manifestação cultural bastante conhecida em Santa Catarina que conta a história do vaqueiro Mateus que ao ver seu boi morto, tenta ressuscitá-lo. No Câmpus Itajaí, essa história foi adaptada para narrar o caso de uma tartaruga de couro que morre ao ingerir plásticos, pensando se tratar de águas-vivas. Na história da tartaruga de mamão, a bernunça, que é representada por um bicho-papão, é um tubarão mangona, a maricota é representada por uma lula gigante e as cabras são duas tartarugas a de pente e a verde. Os personagens foram confeccionados por alunos e servidores do Câmpus Itajaí utilizando materiais como EVA, panos e canos de PVC nas atividades do projeto de extensão “Tartaruga de mamão: interpretação e reinterpretação folclórica/ socioambiental em atividades extensionistas”. No intervalo das aulas do período da manhã desta quarta-feira (15), foi o momento de apresentar, pela primeira vez, essa versão da história para o público.



“Na tartaruga de mamão nós teremos um narrador que pode ser um pescador ou um estudante que irá conduzir a história. Teremos também três atos que irão propor para o público um passeio pelo oceano. No primeiro, iremos contar o nascimento da tartaruga usando fantoches, depois falaremos da busca da tartaruga por comida e no último a morte e ressurreição dela. Essa história está sendo elaborada em parceria com o Projeto Tamar e com o Cepsul para que possamos trabalhar questões ambientais”, explica o professor Rodrigo Cavalieri, coordenador do projeto de extensão.

 



Além de aprenderem a confeccionar os personagens, os participantes do projeto têm também aulas de iniciação musical com o músico Ricardo Passos, integrante do grupo cultural Tarrafa Elétrica e aluno da pós-graduação em "Ciências Marinhas Aplicadas ao Ensino" do Câmpus Itajaí, conhecido no universo artístico como Icó Moronguetá. Nas oficinas de percussão, que são realizadas às segundas e sextas das 13h30 às 17h30 no auditório, os participantes estão aprendendo a tocar instrumentos como caixa, alfaia, caxixi, zabumba, ganza, afoxé e triângulo.


O que tem sido a primeira experiência musical para muitos participantes. A aluna Liriane da Silva, do segundo módulo do técnico integrado em Recursos Pesqueiros, está aprendendo a tocar caxixi. “Nas oficinas, nós temos que passar por todos os instrumentos. Para mim, o mais difícil é a caixa. Trabalhei também na confecção dos personagens, o que me fez conhecer muito mais sobre esses organismos. Eu não conhecia, por exemplo, a espécie de tubarão mangona.”



O projeto de extensão “Tartaruga de mamão: interpretação e reinterpretação folclórica/ socioambiental em atividades extensionistas” foi aprovado pelo edital Aproex nº 12/2017 e tem como parceiros o grupo cultural Tarrafa Elétrica, o Projeto Tamar e o Cepsul.


Por Beatrice Gonçalves / Jornalismo IFSC

 

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