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Projeto de extensão promove monitorias de Matemática e Ciências para alunas do Ensino Fundamental PDF Imprimir E-mail

Na primeira infância, quando um menino e uma menina entram na escola, eles costumam ter desempenhos muito semelhantes nas aulas de Ciências ou mesmo de Matemática, mas a medida que vão crescendo, a diferença entre eles aumenta. Segundo dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), aos 15 anos a diferença no desempenho das meninas com relação aos meninos nas aulas de Matemática estão relacionados com motivação, determinação e autoestima, o que faz com que muitas meninas não escolham profissões em que o cálculo seja a base dos estudos. O que pode ser observado inclusive no curso de Engenharia Elétrica do Câmpus Itajaí onde apenas 29% dos alunos são mulheres. Para incentivar que mais meninas se sintam motivadas a se inserirem nas profissões das ciências exatas, o projeto de extensão “A menina que calculava – Itajaí” irá promover monitorias de Matemática e Ciências para alunas de escolas do Ensino Fundamental. O projeto foi aprovado com recursos do edital Proex nº21/2018 e será aplicado de outubro de 2018 a julho de 2019.

 

A grande inspiração para o trabalho vem do projeto “A menina que calculava” que vem sendo realizado em Brasília desde 2017. “O trabalho que elas fazem em Brasília é referência, inclusive o grupo concorre a um prêmio por sua atuação. Quando eu comecei a faculdade de Física, eram cinco meninas em um universo de 30 homens e na faculdade de Matemática a predominância também é masculina. Nesses ambientes, as meninas são vistas como casos atípicos. Dentro do quadro de professores do curso de Engenharia Elétrica do Câmpus Itajaí, somos em três professoras, sendo que apenas uma delas é da área técnica. A proposta deste trabalho é mostrar para as meninas que elas são capazes e entendemos que quanto mais cedo for feita essa intervenção, mais eficaz ela será”, avalia a coordenadora do projeto, Jéssica França.


Em Itajaí, o projeto contará com cinco bolsistas, todas alunas do curso de Engenharia Elétrica, que irão propor monitorias de Matemática e Ciências nas escolas do município. Todo o trabalho será supervisionado pela professora de Matemática Jéssica França e a proposta é que sejam utilizados uma série de materiais lúdicos nas aulas de monitoria.  “ Quero voltar na escola onde estudei a Antônio Ramos, naquela época eu já auxiliava os alunos que tinham dificuldades em algumas matérias e o que eu observava é que muitas vezes o problema com a Matemática estava relacionado à interpretação das questões. Vejo que será uma oportunidade para divulgar o IFSC e apresentar a engenharia como uma oportunidade de estudo para as meninas.  Acredito que o fato da monitoria ser feita por mulheres para mulheres irá aproximar as alunas e espero que isso seja um incentivo para elas”, avalia a bolsista do projeto Isabelli Tavares.


Para a bolsista Beatriz Molinari será a primeira vez que ela atuará como monitora. “Eu nunca havia pensado  em voltar para a escola para auxiliar alunos com dificuldades. Vejo que será uma grande oportunidade para incentivar outras meninas e percebo que para mim também será importante rever alguns conteúdos. Porque quando a gente ensina, aprende também.”


Ao longo do mês de outubro, será feita a seleção das escolas participantes do projeto. AS pessoas que queiram participar como voluntários ou mesmo as escolas que queiram receber as aulas de monitoria podem enviar e-mail para Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .


Após a realização deste projeto, a proposta é transformá-lo em uma disciplina da Engenharia Elétrica voltada para a curricularização da extensão.


Por Beatrice Gonçalves | Jornalismo IFSC

 

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