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Projeto do IFSC promove ciclo de palestras sobre surf adaptado PDF Imprimir E-mail

Com o objetivo de desenvolver pranchas de surf que atendam às necessidades de surfistas com deficiência física, o projeto “Nas Ondas do Bem” promoveu no dia 28 de maio, no auditório do IFSC Itajaí, um ciclo de palestras com surfistas e pesquisadores.

 

Representando a Associação de Surf Sem Fronteiras (ASSF) de Florianópolis, a surfista, psicóloga e artesã Sara Uchôa falou sobre o trabalho realizado na associação. Com uma equipe multidisciplinar de instrutores, profissionais e voluntários eles oferecem aulas gratuitas e personalizadas de surf para pessoas com deficiência.

 

As palestras seguintes mostraram a trajetória de três atletas do surf adaptado que, independente das circunstâncias, não desistiram dos seus sonhos e esperam um dia poder representar o Brasil numa possível inclusão do esporte nos Jogos Paraolímpicos.

 

Campeão mundial pela Associação Internacional de Surf (ISA) em 2018, o surfista Felipe Kizu contou que teve que se adaptar as pranchas já disponíveis no mercado. Com um trauma na coluna cervical quando ainda era um adolescente, Kizu, como é mais conhecido, surfa sentado na prancha, utilizando um remo para ganhar velocidade e projeção na onda. Jonathan Borba, surfista de Itajaí, vice-campeão mundial pela ISA em 2017 é outro atleta que teve que se adaptar as pranchas convencionais do mercado, mas vendo ele surfar nem dá pra dizer que tem uma deficiência de nascença em seu braço esquerdo. Outro atleta que impressionou todos os presentes com sua história foi Figue Diel, que perdeu sua visão aos 16 anos de idade, mas não perdeu sua paixão pelas ondas. Figue, que já viajou o mundo para surfar ondas perfeitas, também é um representante do Brasil nas etapas da ISA e conta com o auxílio dos seus amigos para se orientar dentro da água.

 

Finalizando o ciclo de palestras, a pesquisadora Denise Siqueira falou sobre a acessibilidade nas praias, tema de sua dissertação de mestrado. Ela afirma que hoje, no Brasil, não temos nenhuma praia totalmente acessível, o litoral que mais se aproxima de uma acessibilidade completa é o de Santos em São Paulo, onde o deficiente físico pode chegar e permanecer na praia com a dignidade que lhe é de direito.

 

Para o professor Ulisses Caetano, coordenador do projeto, ampliar o acesso universal à prática do surf se mostra um grande desafio de caráter de inovação social, melhoria da qualidade de vida e que também pode abarcar a investigação, geração e adaptação de soluções técnicas e tecnológicas em atendimento às demandas regionais de Santa Catarina que se caracteriza pela forte relação das pessoas com o mar e com a prática do surf.

 

Contatos:

 

https://www.instagram.com/nasondasdobem/

https://www.instagram.com/asurfsemfronteiras/

https://www.instagram.com/denisesiqueirasurf/

https://www.instagram.com/figuediel/

https://www.instagram.com/adaptsurfborba/

https://www.instagram.com/fkizu/

 

 

 

 

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