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Risoto de Marisco do Seu Arildo reúne mais de 250 pessoas no Câmpus Itajaí PDF Imprimir E-mail

No último sábado (11), o Câmpus Itajaí se transformou em um espaço cultural para receber o Risoto de Marisco do Seu Arildo. Mais de 250 pessoas, entre alunos do IFSC, pais e comunidade externa, participaram de oficinas, degustaram o risoto de marisco e ainda assistiram a apresentações culturais como apresentação do “Senhoras do mar”, da companhia Ilustríssimos Senhores, “Vem ver nosso boi brincar”, da companhia Experimentus, a filmes e apresentação da banda Tarrafa Elétrica. “O evento foi uma experiência bastante enriquecedora para todos que participaram porque trabalha com o fortalecimento da identidade cultural da região, também chamada cultura peixeira. Unimos teatro, poesia, cinema e gastronomia”, explica o organizador da atividade professor do Câmpus Itajaí Rodrigo Gerhardinger.


 

O Risoto de Marisco do Seu Arildo foi pensado como uma “mariscada cultural” aberta ao público e organizada pela banda Tarrafa Elétrica e pelo Câmpus Itajaí. O evento cultural contou com o apoio da prefeitura de Itajaí, por meio do edital de apoio a eventos culturais comunitários da Fundação Cultural, e do edital didascálico do IFSC (PROEX 15/2017). “Esses editais são fundamentais para o processo de disseminação da cultura principalmente no meio da educação. É muito especial esta parceria com o IFSC e isso só vem a fortalecer a nossa proposta sonora de divulgar as raízes da cultura litorânea de Santa Catarina”, avalia o vocalista da banda Tarrafa Elétrica, Evandro Che.


O homenageado do dia foi Arildo Miranda, conhecido por Seu Arildo. Ele é uma das inspirações da banda Tarrafa Elétrica e inclusive uma das músicas mais conhecidas do grupo chama-se “Seu Arildo”. Com 82 anos, Arildo tem como uma de suas especialidades culinárias fazer o risoto de marisco. Nessa mariscada cultural, ele precisou contar com o apoio de alunos, servidores e voluntários para preparar o prato. “Eu comecei a cultivar marisco há 30 anos na praia de Mariscal em Bombinhas. Eu usava a rede de saco de laranja para colocar as sementes na água. Faço o risoto desde essa época”, explica Seu Arildo.


Além do saboroso risoto, quem veio ao evento pode participar de uma série de oficinas. Na de musicalização, integrantes da banda Tarrafa Elétrica ensinaram noções de ritmo, harmonia e melodia. “Eu sou mãe do aluno do técnico integrado em Mecânica João Pedro Agulhari e esta é a primeira vez que eu venho no IFSC. Eu não entendo de música, mas estou achando tudo incrível, inclusive toquei a música “Seu Arildo” com a caixa do divino.”


Na oficina de grafite com stêncil, promovida pelo projeto de extensão “Ideia expressa” do curso de Design da Univali, os participantes pintaram representações de boi de mamão em um dos muros do Câmpus. “Nós ofertamos esta oficina em escolas da região e observamos que o grafite trabalha muito com a ideia de pertencimento, que é um sentimento muito forte entre os jovens. Eles estão à procura de seu lugar no mundo e a partir do momento que eles passam a se sentir pertencentes a esse lugar, no caso a escola, eles se dedicam mais. Nesta oficina, a proposta foi trabalhar com a silhueta de um boi de mamão e cada um dos participantes colocou a sua assinatura dentro do desenho”, explica uma das ministrantes da oficina Camila Tisott.


No evento cultural, muitos participantes confeccionaram pipas e puderam testá-las no câmpus. Matheus Pereira, do primeiro módulo do curso técnico integrado em Mecânica, relembrou um pouco da sua infância ao empinar pipa. “Eu tive uma motivação diferente em vir para o IFSC. Me inscrevi para a oficina de pipa, que é algo que eu gosto, e para a de grafite.”


Na oficina de construção com bambu, em três horas de trabalho os participantes montaram uma geodésica que será utilizada como espaço de convivência no Câmpus. “Nesta primeira etapa, fizemos toda a estrutura e em um segundo momento ela será coberta por banners antigos do IFSC. Essa construção não tem ponto de sustentação e permite diferentes formas de socialização. É um espaço aberto que permite que as pessoas se reúnam em círculos,” explica Samuel Dourado, oficineiro e doutorando em Educação Ambiental.


Além de reunir servidores, alunos e pais, o Risoto de Marisco do Seu Arildo também foi uma oportunidade para que a comunidade externa conhecesse a instituição. Natália Cutrim ficou sabendo pelo Facebook da atividade e veio com a família inteira, inclusive com a filha de três meses. “Esta é a primeira vez que eu venho no IFSC. Achei a proposta do evento muito interessante porque ele foi pensando também para as crianças e por trabalhar pensando na sustentabilidade, eu vi que eles pediram para as pessoas trazerem pratos e talheres para comer o risoto para não utilizar o plástico e achei uma ideia muito boa.”


Por Beatrice Gonçalves / Jornalismo IFSC

 

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